Imprensa

29 SET 2018

Esse é o momento ideal para o brasileiro abrir uma franquia em Portugal

Quem pensa em empreender em Portugal deve ficar atento: o mercado português de franquias está de portas abertas para o investidor brasileiro. Quem afirma isso é a Associação Portuguesa de Franchising, presente pela primeira vez em uma feira de franquias do Brasil, a Expo Franchising ABF Rio 2018. “Esse é o momento ideal para o brasileiro abrir uma franquia em Portugal”, diz Cristina Maria Matos, diretora geral da APF.

Lar de 85 mil brasileiros e destino de outros milhares, Portugal se tornou o refúgio número um dos desiludidos com o Brasil.

Em busca de estabilidade e melhores condições de vida, não são poucos os brasileiros que viram no empreendedorismo uma oportunidade de criar raízes na terra-mãe.

A questão, no entanto, passa longe de ser tão simples. Não faltam casos de brasileiros que se desapontaram com a experiência lá fora. Para alguns, o sonho se tornou pesadelo.

Cristina Maria Matos, diretora geral da Associação Portuguesa de Franchising (Foto: Divulgação/Tita Barros)Cristina Maria Matos, diretora geral da Associação Portuguesa de Franchising (Foto: Divulgação/Tita Barros)
Para isso não acontecer, Cristina sugere preparo. “Acho que os brasileiros ficam deslumbrados com a segurança, o bom momento do país e com o fato de estarem na Europa. Mas não é só porque falamos a mesma língua que tudo se resolve. Nada disso funciona tão facilmente. Se não houver planejamento, não vai dar certo.”

O momento, entretanto, é favorável. Na opinião da diretora, uma série de fatores colocam Portugal à frente de outros mercados: incentivos do governo local ao empreendedorismo, clientes com poder de compra e uma maior receptividade do público português com os empreendedores brasileiros. “O português reconheceu que são pessoas dispostas a investir e fazer do país um lugar melhor”, afirma.

Não por acaso, a APF trouxe diversas redes de franquias portuguesas para a feira do Rio de Janeiro. E não só: Cristina também espera que marcas brasileiras vejam Portugal como uma boa alternativa de expansão. “Estamos vendendo território português”, diz.

Abaixo, confira outros tópicos discutidos com a representante da Associação Portuguesa de Franchising:

Faça o que gosta

“Não é só porque falamos a mesma língua que tudo vai ser mais fácil. Definitivamente não. Se o empreendedor não trabalhar com o que gosta, dificilmente vai dar certo. Ele não deve abrir um negócio só porque tem dinheiro ou sonha em viver em Portugal. Há oportunidades, mas é preciso pesquisar. Não se deixe seduzir pela primeira.”

Cliente português

“O cliente português é muito diferente do brasileiro. No Brasil, a relação é mais aberta, disponível, com decisão de compra mais rápida e impulsiva. O português é mais conservador, se preocupa mais em analisar e não tem nenhum impulso de compra.”

Resultado

“No Brasil, por ser um país muito maior, é mais fácil ter um resultado líquido grande. Em Portugal, tudo é menor. As margens são igualmente menores e não se pode pensar que um resultado bom no Brasil é o mesmo em Portugal.”

Onde abrir

“Neste momento, a questão imobiliária em Portugal é delicada. Está tudo muito caro. Se o empreendedor pensar em abrir em cidades como Lisboa e Porto, não será fácil arcar com as despesas. O esforço vai ser muito maior e a margem menor.”

Planejamento

“Se o empreendedor estiver financeiramente preparado para arcar com o negócio por um período, antes do empreendimento andar com as próprias pernas, dificilmente o negócio dará errado. Portugal vive um momento muito bom. As condições são ótimas e há segurança para empreender.”

 

Fonte:

Revista PEGN

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